Friday, December 12, 2008

Agora as palavras bebem água
a que sai dos lábios
para o deserto dos livros.

Os passos lentos da vida
aquele modo de fechar os olhos
quando adormecemos sem historias
ou crimes de desejar.

Agora as palavras  ferem
mas a lua é como um cão.
Quando voltares á tua infancia
pergunta ao mar onde estão as tuas memórias.

Agora as palavras bebem água
e entre os dedos corre o vento.
Disseste-me as palavras dos livros
senti o universo em todo o teu corpo.

Posted by relogiodesacertado at 02:55:29 | Permalink | Comments (1) »