Monday, April 30, 2007

Papel humido das mãos

O pássaro a voar no papel de parede

no papel de parede humido das mãos

 

Essa liberdade que se fortalece

nos olhos e no grito da voz.

 

Braços abertos e plenos como se todo o peito fosse a terra.

 

lobo 07

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Sunday, April 29, 2007

olhos pintados com a água do chá

Ela tinha os olhos grandes pintados com a água do chá.

 

O pássaro curvou-se aos teus pés.

Estavam frios como as pedras do caminho.

 

Tinhas os olhos grandes espantados de guerra, depois veio a noite e curvou-se no teu vestido para apanhar o silencio.

 

Ela tinha os olhos grandes pintados com a água do chá.

A água do chá derramado nos oceanos.

 

O pássaro curvou-se aos teus pés

estavam frios como as pedras do caminho.

 

lobo 07

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Saturday, April 28, 2007

Estamos a voltar ao fascismo, um fascismo com outros contornos, um fascismo a fingir de democrata que reprime as manifestações e a liberdade de expressão e permite a legalização de um partido fascista. Este novo fascismo é escoltado pela poderosa televisão a publica e a privada na mesma sintonia, manipular para controlar é o lema. Vem no dia 25 de Abril um senhor do psd dizer que este governo vem trazer de novo a censura mas na verdade também o psd e toda a direita durante o tempo de governação instrumentalizou os orgãos de poder para por nos lugares chave as pessoas que defendessem interesses pessoais. Este pais anda a reboque de interesses, em gois vão deitar-se arvores centenárias abaixo porque o dinheiro manda mais que o ambiente, porque a corrupção manda mais que a justiça. Este governo e os anteriores pioraram as condições de vida das pessoas, a grande maioria vive em condições precarias, é o trabalho é a educação que não respira, porque as politicas sao opressoras, o governo este e os outros governam para a virtualidade dos seus egos. vamos combater este novo fascismo, dos jornais e das telervisões.

lobo 07

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Levanta a palavra

Levanta a palavra

a velha palavra deitada ao sol.

A palavra bicho ou aquela sussurrada mistério.

A palavra horizonte esfregada nos cabelos.

 

Levanta a palavra como tu costumas levantar a lua no céu.

Ela tão suave meu amor e tu também adormecida nas minhas canções.

 

Levanta a palavra

a velha palavra imitada nos lábios embebidos de vinho e de distancia.

 

Levanta a palavra, a palavra a doer e aquela no pensamento a desenhar paisagens e frutos.

Levanta pois a palavra aquela palavra forte vestida de vidros e de rebanhos.

 

Levanta a palavra como os olhos levantados sobre a montanha e sobre a rua.

 

lobo 07

 

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Sunday, April 22, 2007

Os esquecidos da terra

As ruas que se esquecem

ou os esquecidos da terra

As aves que voam e os homens prostrados na indiferença de outros.

 

Tu nunca saberás o quanto eu preciso que me olhes…a certeza nunca será suficiente para deixar de morrer.

Não sei se olhando o mar terei a sua força, olha para ele, repara no que falta para o amor verdadeiro preencher a solidão das palavras humidas.

As ruas que se esquecem

ou os esquecidos da terra.

Tu nunca saberás o quanto eu preciso

dessa tua incompreensão.

 

É por esse caminho que chegamos

ou são os nossos braços apertados

como o universo dentro do nosso corpo.

 

lobo 07

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Thursday, April 19, 2007

A tentar o começo das coisas

Estão tão fechados os olhos

o desespero é finalmente uma luz.

Na nuvem de fumo poisou uma gota tão simples e desconhecida a tentar decifrar os codigos estranhos do corpo.

 

Estão tão fechados os olhos

o que falta no amor é nada e tudo é muito pouco. Procuro o sonho e quando te toco é em mim que toco, quando acordar te sentirei nua e desesperada a tentar o começo das coisas.

 

lobo 07

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Wednesday, April 18, 2007

Havemos de regressar ao primeiro cansaço do mundo

A noite tem a voz triste

e isso se vê nos olhos.

Um dia havemos de regressar

ao primeiro cansaço do mundo.

 

Na solidão ficam suspensos os olhos

e os pássaros também no céu.

Um dia havemos de tocar

os corpos invisíveis da mémoria.

 

A noite tem a voz triste

e isso se vê nos olhos

Um dia havemos de crescer

sem fome, sem injustiça sem ausencia.

 

A  noite tem ás vezes este modo

de me tocar os olhos

parece que a morte é uma coisa tão profunda

antes de alguem adormecer.

 

Na solidão ficam suspensos os olhos

e os pássaros também no céu.

Um dia havemos de tocar

os corpos invisiveis da memória.

 

lobo 07

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