Papel humido das mãos
O pássaro a voar no papel de parede
no papel de parede humido das mãos
Essa liberdade que se fortalece
nos olhos e no grito da voz.
Braços abertos e plenos como se todo o peito fosse a terra.
lobo 07
O pássaro a voar no papel de parede
no papel de parede humido das mãos
Essa liberdade que se fortalece
nos olhos e no grito da voz.
Braços abertos e plenos como se todo o peito fosse a terra.
lobo 07
Ela tinha os olhos grandes pintados com a água do chá.
O pássaro curvou-se aos teus pés.
Estavam frios como as pedras do caminho.
Tinhas os olhos grandes espantados de guerra, depois veio a noite e curvou-se no teu vestido para apanhar o silencio.
Ela tinha os olhos grandes pintados com a água do chá.
A água do chá derramado nos oceanos.
O pássaro curvou-se aos teus pés
estavam frios como as pedras do caminho.
lobo 07
Estamos a voltar ao fascismo, um fascismo com outros contornos, um fascismo a fingir de democrata que reprime as manifestações e a liberdade de expressão e permite a legalização de um partido fascista. Este novo fascismo é escoltado pela poderosa televisão a publica e a privada na mesma sintonia, manipular para controlar é o lema. Vem no dia 25 de Abril um senhor do psd dizer que este governo vem trazer de novo a censura mas na verdade também o psd e toda a direita durante o tempo de governação instrumentalizou os orgãos de poder para por nos lugares chave as pessoas que defendessem interesses pessoais. Este pais anda a reboque de interesses, em gois vão deitar-se arvores centenárias abaixo porque o dinheiro manda mais que o ambiente, porque a corrupção manda mais que a justiça. Este governo e os anteriores pioraram as condições de vida das pessoas, a grande maioria vive em condições precarias, é o trabalho é a educação que não respira, porque as politicas sao opressoras, o governo este e os outros governam para a virtualidade dos seus egos. vamos combater este novo fascismo, dos jornais e das telervisões.
lobo 07
Levanta a palavra
a velha palavra deitada ao sol.
A palavra bicho ou aquela sussurrada mistério.
A palavra horizonte esfregada nos cabelos.
Levanta a palavra como tu costumas levantar a lua no céu.
Ela tão suave meu amor e tu também adormecida nas minhas canções.
Levanta a palavra
a velha palavra imitada nos lábios embebidos de vinho e de distancia.
Levanta a palavra, a palavra a doer e aquela no pensamento a desenhar paisagens e frutos.
Levanta pois a palavra aquela palavra forte vestida de vidros e de rebanhos.
Levanta a palavra como os olhos levantados sobre a montanha e sobre a rua.
lobo 07
As ruas que se esquecem
ou os esquecidos da terra
As aves que voam e os homens prostrados na indiferença de outros.
Tu nunca saberás o quanto eu preciso que me olhes…a certeza nunca será suficiente para deixar de morrer.
Não sei se olhando o mar terei a sua força, olha para ele, repara no que falta para o amor verdadeiro preencher a solidão das palavras humidas.
As ruas que se esquecem
ou os esquecidos da terra.
Tu nunca saberás o quanto eu preciso
dessa tua incompreensão.
É por esse caminho que chegamos
ou são os nossos braços apertados
como o universo dentro do nosso corpo.
lobo 07
Estão tão fechados os olhos
o desespero é finalmente uma luz.
Na nuvem de fumo poisou uma gota tão simples e desconhecida a tentar decifrar os codigos estranhos do corpo.
Estão tão fechados os olhos
o que falta no amor é nada e tudo é muito pouco. Procuro o sonho e quando te toco é em mim que toco, quando acordar te sentirei nua e desesperada a tentar o começo das coisas.
lobo 07
A noite tem a voz triste
e isso se vê nos olhos.
Um dia havemos de regressar
ao primeiro cansaço do mundo.
Na solidão ficam suspensos os olhos
e os pássaros também no céu.
Um dia havemos de tocar
os corpos invisíveis da mémoria.
A noite tem a voz triste
e isso se vê nos olhos
Um dia havemos de crescer
sem fome, sem injustiça sem ausencia.
A noite tem ás vezes este modo
de me tocar os olhos
parece que a morte é uma coisa tão profunda
antes de alguem adormecer.
Na solidão ficam suspensos os olhos
e os pássaros também no céu.
Um dia havemos de tocar
os corpos invisiveis da memória.
lobo 07